Esse ataque, aponta ainda a operadora, teve um "impacto nos serviços de voz, dados móveis e acesso à Internet, em todo território nacional".

"Os mecanismos de resposta e contenção foram imediatamente activados, tendo sido mobilizadas as equipas técnicas e de cibersegurança, que continuam a trabalhar para mitigar os efeitos do incidente e assegurar a reposição integral dos serviços", avança a empresa que foi alvo de uma Oferta Pública Inicial (IPO) sobre 15% do seu valor total, que decorreu até ao dia 24.

Nesta quarta-feira, 29, amanhã, as acções da empresa, uma das maiores e mais valiosas do país, começam a ser negociadas no mercado secundário da bolsa angolana, BODIVA, sendo, para já, difícil de ignorar que esta situação vai interferir com esse momento esperado com entusiasmo pelo sistema financeiro nacional.

Alguns analistas admitem que esse momento de início das negociações da UNITEL possa ser adiado devido ao "apagão", que, naturalmente, pode degradar o seu valor, embora a BODIVA SGMR tenha emitido uma nota esta manhã de terça-feira, 28, onde avança, reforçando a informação que já era conhecida, num momento em que o problema permanecia, que se mantém o calendário da admissão em bolsa das acções da empresa.

"Realiza-se amanhã (29 de Julho), às 9h, a Sessão de Admissão à Negociação no Mercado de Bolsa de Acções da Unitel. O evento será transmitido através do canal do YouTube da BODIVA", descreve a nota.

Perto das 14:55, hora de Luanda, os serviços da empresa mantinham-se em baixo.

"A UNITEL está a acompanhar a situação com a máxima prioridade e continuará a prestar informação relevante sobre a sua evolução através dos canais oficiais", avança o mesmo documento onde a empresa lamenta os "constrangimentos causados".

Entretanto, esta situação já se faz notar com peso no comércio local, especialmente na restauração, onde a linha da UNITEL suporta boa parte das comunicações para as encomendas e pagamentos, ou, com especial ênfase, nos serviços de táxi por aplicativo.