De acordo com a Lusa, o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde da RDC registou esses episódios até 26 de Setembro, com uma taxa de mortalidade de 48,4%.

Os dados indicam que a doença se espalhou por 63 zonas de saúde em sete das 26 províncias do país vizinho de Angola, tendo pelo menos 2.070 pessoas recuperado.

Citado pela mesma agência, o mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) detalha que "o rácio bruto de mortalidade persistentemente elevado, e em particular a taxa continuada de óbitos ocorridos nas comunidades, evidencia a gravidade da doença e os desafios persistentes na deteção atempada".

Na semana passada, a OMS alertou que a RDC está a ficar sem profissionais de saúde para conter a epidemia, com queixas de atrasos salariais e greves. Segundo o África CDC, 50 profissionais morreram desde 15 de Maio, data do anúncio deste surto provocado pela estirpe Bundibugyo.

Apesar de sinais de melhoria nas regiões de Ituri e Haut-Uele, as autoridades locais indicam que o alcance geográfico continua a alargar-se, dificultado por insegurança, deslocação de populações e desconfiança em relação à doença, conclui a agência noticiosa portuguesa.