Já se sabia que esta seria a resposta dos EUA, não porque alguém da Administração a tivesse anunciado antes do Presidente, mas porque ela é uma síntese do Memorando de Entendimento (MdE) assinado entre Washington e Teerão em Junho deste ano e não chegou a ser implementado por decisão unilateral de Donald Trump.
A diferença entre o MdE e esta proposta que a delegação iraniana enviada à 81ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova Ioque, esta semana, entregou à parten amerocana, é que aquele documento assinado a 15 de Junho seria para cumprir em 60 dias e nesta o Irão quer fazer o mesmo numa semana.
A notícia da recusa de Trump desta nova proposta iraniana, entregue pelo chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araghchi, foi avançada já neste Sábado, 26, por The Wall Street Journal, o mesmo que insiste há várias edições que os EUA vão retomar os ataques ao Irão após a eleições intercalares de Novembro nos EUA.
Como a Lusa recupera, citando responsáveis norte-americanos não identificados, o jornal noticiou que Donald Trump rejeitou a proposta na sexta-feira, por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às suas exigências.
Na sexta-feira à noite, o bilionário republicano voltou a publicar na plataforma que detém, a Truth Social, um mapa do estreito de Ormuz com a inscrição "Estreito Trump".
Horas antes, o chefe da diplomacia do Irão disse que apresentou uma proposta aos EUA para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias, acrescentando que a decisão cabe agora a Washington.
"O prazo de sete dias começará assim que os Estados Unidos aceitarem este plano", detalhou Abbas Araghchi, em declarações a partir da sede da ONU, em Nova Iorque.
A reabertura deste estreito estratégico está no centro do conflito entre Teerão e Washington.
Araghchi já tinha divulgado que o Irão comunicou na terça-feira ao emissário norte-americano Steve Witkoff sete condições para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz.
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou, também na sexta-feira, que Teerão deseja regressar ao memorando de entendimento assinado em junho com os Estados Unidos e saudou a "convergência de pontos de vista" entre Teerão e Pequim sobre a guerra no Médio Oriente.
Numa mensagem publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian elogiou "o apoio ponderado e responsável do Presidente [chinês] Xi Jinping a um regresso ao Memorando de Islamabade [o memorando de entendimento] e à resolução de litígios através do diálogo e da diplomacia".
"O Irão partilha esta abordagem e sublinha a importância de regressar a este acordo, honrar os compromissos já assumidos e criar as condições necessárias para a abertura de negociações sérias, concretas e orientadas para os resultados", acrescentou.
As mensagens foram publicadas enquanto Xi Jinping realizava uma visita de Estado aos EUA. Trump revelou aos jornalistas ter conversado sobre o Irão, aliado de Pequim, com o homólogo chinês.
