A tragédia ocorreu na última quarta-feira, 16, na mina de Al-Zara, na região do Cordofão, onde as operações de salvamento ainda decorrem.

De acordo com um sobrevivente, citado pela Lusa, são necessárias "máquinas para remover as rochas e a terra", enquanto outro sobrevivente explicou a dificuldade da missão: "os poços estão todos muito próximos uns dos outros e se um deles desabar, todos os outros à volta desabam".

"Até ao momento, foram retirados 60 corpos dos escombros", acrescentou, especificando que há ainda pessoas presas debaixo do solo.

Desde o início do conflito entre o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), em Abril de 2023, ambos os lados têm-se financiado em grande parte através da indústria mineira, para além do apoio de países estrangeiros.

A guerra devastou a já frágil economia do Sudão, onde pelo menos 20 milhões de pessoas enfrentam grave insegurança alimentar, segundo as últimas estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Muitos sudaneses perderam os empregos e lançaram-se numa perigosa corrida ao ouro.

A maior parte do metal extraído no país provém de pequenas explorações artesanais, como a que ruiu, onde os acidentes são frequentes devido à precariedade das instalações e à falta de medidas de segurança, avança a agência noticiosa portuguesa.