O NJ traz como destaque a figura paterna nas mais variadas dimensões: o patriarca, o pai que já partiu e deixou o seu legado como referência, o pai que mesmo distante consegue agregar os filhos e também que inspira a carreira dos mesmos.
Cármen Paula Miranda, Aida Guerra Menezes e Suzana Camacho Monteiro são três mulheres que partilham connosco o reconhecimento do papel que um pai pode, deve ser e ter na vida dos filhos. Fernando Miranda Felgueiras (pai de Cármen) , Hugo Azancoth de Menezes (pai de Aida) e Jacinto Camacho (pai de Suzana) já são falecidos, mas retratados no painel: " A falta que o meu pai faz", revelando que mesmo já não estando entre nós, estes três homens continuam vivos nelas e nas respectivas famílias, através do exemplo, da história e da trajectória de vida que tiveram.
"A sua serenidade, integridade e responsabilidade fizeram de mim o que sou hoje como pessoa e como profissional", escreveu Cármen Paula Miranda ao NJ. "O meu pai não foi apenas quem me deu a vida, foi quem me ensinou, desde cedo, o valor da liberdade e o sentido de ser de um nacionalista", escreveu Aida Guerra Menezes. O pai que tivemos, o pai que temos, o que nunca tivemos e até mesmo aquele que desejamos ter. Também é aqui abordado o pai que, por razões pessoais e profissionais, se vê longe dos filhos e, ainda assim, tem de exercer o seu poder paternal. Como tudo isso afecta e condiciona relações, mas também como as novas tecnologias ajudam a estabelecer contactos e a manter laços.
A deputada Djamila Almeida fala ao NJ sobre o papel que o político, nacionalista e seu pai, Roberto de Almeida, teve durante a sua carreira profissional, bem como o papel que ainda hoje tem no seio da família.
Este ano, tivemos o grato prazer de receber pais de colegas do NJ, para além de jantarem com os seus filhos e os colegas deles, estiveram na redacção a acompanhar o fecho desta edição, bem como tiveram, obviamente, honras de capa. Manuel Ventura, pai de um dos nossos motoristas (Mauro), Pedro Paulo, pai de um dos nossos fotógrafos (Adali Paulo), o pai de Jesus Paulo e Tomás Saboco, pai de Agostinho Paulo, são os homens que criaram e educaram este grupo de rapazes que fazem parte da nossa equipa. Fomos ainda ao Dondo buscar e partilhar com vocês a história de António Abreu, um homem de 98 anos e que é o patriarca da sua família, um verdadeiro exemplo de coragem, determinação e de marcante história de vida.
Somos um jornal diferente e que faz a diferença! Para esta edição, tomámos a decisão de honrar a figura do pai.
Obrigado a todos os pais de Angola e do mundo pela sua existência, pela sua presença!
Feliz Dia do Pai!n