O líder da UNITA, que falava na abertura das jornadas parlamentares que tiveram início hoje na cidade do Luena, província do Moxico, referiu que os problemas afectam drasticamente a segurança alimentar ao reduzir a produção agrícola na região.

"A cesta básica nesta província enfrenta uma crise severa, marcada pelo aumento disparado dos preços, tornando-a insustentável para a maioria das famílias devido aos baixos rendimentos", disse Adalberto Costa Júnior.

Referiu por outro lado, que a região enfrenta um paradoxo onde a riqueza potencial da região contrasta com o sofrimento da população, evidenciado por escassez de habitação condigna, exclusão social de baixos rendimentos e infra-estruturas insuficientes.

Segundo Adalberto da Costa Júnior, nas visitas efectuadas em alguns municípios da província, os deputados constaram que as estradas estão em péssimo estado, comprometendo a circulação rodoviária e atrasando trocas comerciais.

O líder da UNITA reiterou o seu compromisso com a melhoria das condições de vida da população angolana, sublinhando que esta causa representa a continuidade do legado e o maior desejo do seu líder fundador, Jonas Savimbi.

O presidente da UNITA voltou a insistir que o "Pacto de Transição" visa somente garantir a estabilidade no país durante a alternância no âmbito das eleições de 2027.

"O Pacto de Transição não é um instrumento de ruptura. É uma proposta patriótica de estabilidade. Não é um mecanismo de exclusão. Não é uma ameaça à ordem constitucional. Não adia eleições, nem negoceia interesses", reiterou.

Refira-se que a UNITA, principal partido da oposição, celebra 13 de Março, 60 anos sobre a sua fundação e vai assinalar a data com uma deslocação à localidade de Muangai (onde foi fundada a organização política por Jonas Savimbi), que dista 220 quilómetros do Luena, capital da província.