Naquilo que pode ser interpretado como uma crítica aos seus concorrentes, desde logo a João Lourenço, actual líder e único candidato com processo entrado na subcomissão de candidaturas do 9º Congresso, Higino Carneiro sublinhou que por ser mais difícil unir que dividir, optou pelo mais díficil, por "escolher o caminho da união".

"Unir é mais difícil do que dividir. Por isso, escolhemos sempre o caminho da união", escreveu o general na reforma na sua página oficial do Facebook.

Refira-se que, recentemente, a comissão preparatória do 9º Congresso Ordinário do MPLA recebeu uma missiva do pré-candidato à presidência do partido, Higino Lopes Carneiro, reclamando do tratamento desigual à volta da preparação do conclave dos "camaradas".

Em reacção, a comissão preparatória do congresso respondeu que "o exercício regular das atribuições e competências pelos diferentes órgãos e organismos do MPLA, aos mais variados níveis, não pode ser confundido com tratamento desigual".

Acrescentando, numa nota lida por Esteves Hilário, porta-voz do partido, que Higino Carneiro "apenas manifestou uma vontade, sem sequer ter formalizada tal pretensão com a entrega, junto da subcomissão competente, dos respectivos documentos pressupostos de candidatura".

"A comissão nacional preparatória estranha que alguém que aspira a ser presidente do MPLA não saiba que os órgãos e organismos de direcção do partido funcionam na sua plenitude de atribuições e competências até que sejam substituídos por novos órgãos eleitos regularmente no congresso subsequente", destacou ainda.

E na mesma nota fica saliente que a comissão preparatória do Congresso foi informada pela sua subcomissão de candidaturas de que, até ao momento, só foi pré-formalizada a candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA.

O 9º Congresso Ordinário do MPLA esta agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026, em Lunda e conta com presença de 3.000 delegados vindos de todo o país e do exterior.