"As nossas deliberações concluíram de forma inequívoca que o próximo capítulo da AUDA‑NEPAD deve ser marcado por uma apropriação africana mais firme, por maior eficácia institucional e por uma cultura de execução orientada para resultados", assinalou João Lourenço, citado pela Presidência da República na sua página oficial na rede social Facebook.

Para o Chefe de Estado, a tarefa que se impõe agora passa por transformar esta orientação em resultados tangíveis que contribuam de forma objectiva para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, sendo que o primeiro passo consiste em "assegurar que a AUDA-NEPAD disponha dos recursos, das capacidades técnicas e das condições institucionais necessárias para cumprir cabalmente o mandato que lhe foi confiado".

Esta deve traduzir-se "não apenas nas prioridades que definimos, mas também na nossa disponibilidade efectiva para apoiar as instituições responsáveis pela sua implementação", frisou João Lourenço quanto à apropriação africana.

O Presidente da República também sublinhou que este processo é sustentado por um "apoio político, técnico e financeiro que permitirá transformar decisões em resultados e garantir que a AUDA‑NEPAD desempenhe o papel estratégico que lhe cabe, na arquitectura de desenvolvimento do continente".

Já o passo seguinte pressupõe que se deve "adequar o máximo possível os projectos a serem implementados à realidade dos Estados-membros, pois a eficácia da acção continental mede-se, em última instância, pela sua capacidade de produzir resultados no terreno", afirmou.

"É ali junto das nossas populações que as políticas e estratégias continentais ganham expressão concreta, que os projectos são implementados, que os investimentos são realizados, que as infra-estruturas são construídas e que os cidadãos devem sentir os benefícios das decisões que tomamos a nível continental", declarou João Lourenço.

Considerou igualmente que "a AUDA-NEPAD deve ser capaz de aproximar cada vez mais as prioridades continentais às necessidades concretas dos Estados-membros, estabelecendo uma ligação mais forte entre a visão continental e a implementação nacional", sendo que o "passo final e talvez o mais importante tem a ver com o facto de que os compromissos que resultarem desta cimeira devem ser executados de forma efectiva".

João Lourenço salientou ainda que "nenhuma declaração, por mais ambiciosa que seja, substitui o valor da implementação". E acrescentou: "A força das nossas decisões não estará apenas naquilo que decidirmos hoje, mas na capacidade que tivermos de assegurar que essa decisões sejam efectivamente cumpridas."

Por último, concluiu que as deliberações desta cimeira "serão avaliadas pela sua capacidade de reforçar a AUDA-NEPAD, melhorar a sua eficácia e produzir impactos concretos e mensuráveis". Daí que "o Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo deve continuar a assumir plenamente a sua responsabilidade de orientação política e supervisão estratégica, trabalhando de forma estreita com os Estados-membros, com a Comissão da União Africana, com a AUDA-NEPAD e com as Comunidades Económicas Regionais, para assegurar que as orientações emanadas da cimeira sejam traduzidas em acções concretas com responsabilidades claras, acompanhamento regular e resultados verificáveis".

Embora os desafios que África enfrenta hoje sejam diferentes, em muitos aspectos, daqueles que estiveram na origem da NEPAD, "a necessidade de liderança africana, de determinação política e de capacidade de definir e executar as nossas próprias prioridades de desenvolvimento continuará sempre válida", vincou o Presidente da República.