Para a UNITA no Kuanza Sul, a fiscalização dos partidos da oposição é necessária para garantir transparência no processo de registo eleitoral, tal como aconteceu nas eleições de 2022.

"Em nome da transparência e da lisura no processo, as coisas deveriam funcionar assim", disse esta quarta-feira, 5 de Agosto, o secretário provincial do galo negro, António Cabina, ao Novo Jornal.

Segundo o responsável, sem a participação dos partidos não é possível saber o número exacto de cidadãos registados até ao momento na região.

"Se os partidos políticos fizessem parte deste processo, já deveríamos saber o número exacto das pessoas registadas a nível da província neste momento", atirou.

Cabina disse ainda ter recebido relatos de constrangimentos em vários pontos do Kuanza Sul, mas sem acesso directo aos BUAPs não consegue confirmar nem tomar posição.

No município do Amboiva, o coordenador da equipa local de brigadistas, Gerónimo Maurício, informou que 6 mil pessoas já foram registadas desde o início do processo. "Temos um BUAP para um universo de 63 mil habitantes, mas estamos a fazer tudo para que em pouco tempo atinjamos os nossos objectivos", sublinhou.

De acordo com a mesma fonte, o processo decorre sem constrangimentos, tal como no resto da província.
A nível do País, mais de 730 mil angolanos actualizaram os dados eleitorais até ao fim de Julho deste ano. O registo eleitoral oficioso e a actualização de dados começou a 15 de Junho e vai até Março de 2027.