Os dois bancos, o de capital angolano, e o outro, português, com sede no Porto, são o centro de uma megaoperação com dezenas de mandados de busca emitidos pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) da Procuradoria Geral da República (PGR) portuguesa.

Esta megaoperação está focada, avança o jornal Observador, em crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos relacionados com o mercado imobiliário.

No centro de toda a operação está, alegadamente, um esquema milionário montado para fugir ao pagamento do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), acrescenta a imprensa portuguesa.

Segundo o que se percebe das várias notícias publicadas hoje nos sites dos grandes media portugueses, estas instituições financeiras são suspeitas de criar empresas falsas ou de fachada e fundos imobiliários com o único objetivo de fazer circular propriedades entre si.

Ao usarem estas manobras de simulação, as entidades declaravam indevidamente isenções fiscais no momento de adquirir edifícios de grande dimensão, lesando o Estado português em vários milhões de euros, como se pode ler em várias destas notícias sobre um processo que ainda não produziu quaisquer sentenças definitivas.

As buscas estendem-se ainda a escritórios de advogados, empresas do setor imobiliário e residências particulares por todo o país, envolvendo centenas de agentes da PJ e elementos da AT.

Sabe-se ainda que existem indícios de que o alegado esquema esteja relacionado com a tentativa de aquisição de um imóvel que foi da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa, num negócio em que estas instituições bancárias são apontadas como tendo estado envolvidas.