Pouco antes do arranque, na rotunda do rio Cavaco, um dos pontos afectados, foram ouvidos gritos por justiça para os bairros afectados.

"O povo está a sofrer, o Governo não pode dormir" e "chega de promessas, queremos solução", lê-se nos cartazes.

Activistas ouvidos pelo NJ equipararam o lançamento do projecto para a construção de casas, ocorrido ontem, a um "teatro político", lembrando que as condições no Campismo, onde estão mais de 3 mil famílias, continuam deploráveis.

Vários activistas e alguns sinistrados estão "na linha da frente" de uma manifestação que está a alertar para as consequências da vida em tendas.

Governo apresentou trunfos, mas ...

A expectativa estava no acto de consignação das obras para as primeiras 225 das 725 casas sociais para famílias sinistradas, mas foi o anúncio da aprovação de outras habitações que acabou por constituir destaque na visita do ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.

O governante anunciou que o Presidente da República, João Lourenço, aprovou a construção de mais 1392, estando o expediente contratual prestes a ser publicado em Diário da República, com o contrato superior a 60 mil milhões de Kwanzas.

Se as 725 iniciais, avaliadas em 40 mil milhões, com redes técnicas para água e energia e sete equipamentos, estão para o bairro da Graça, cidade de Benguela, as novas habitações serão construídas também no Lobito e urbanização dos Cabrais (Catumbela).

São casas sociais para sinistrados e famílias em zonas de risco, conforme vincou o ministro Carlos Alberto, ao reafirmar o "compromisso do Executivo com a causa da reintegração dos cidadãos".

As primeiras 225, do tipo t2 e t3, em construção numa área de 40 hectares, serão entregues em seis meses.