Dados apresentados no relatório sobre género em Angola, elaborado com base nos resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2023-2024, assinalam que as diferenças observadas entre as províncias são estatisticamente significativas, sugerindo que as desigualdades territoriais no acesso às competências de leitura e escrita não ocorrem de forma aleatória.

Por exemplo, a província de Luanda apresenta a menor proporção de mulheres que não sabem ler nem escrever, um indicador que, segundo o documento, está relacionado "com as vantagens estruturais associadas ao contexto urbano". Dentre as com maiores proporções de mulheres que sabem ler e escrever aparecem, para além da capital do País, Cabinda, com 55,9%, Namibe (52,2%) e Lunda-Sul (49,8%).

O relatório indica que 64,4% das pessoas que não sabem ler nem escrever residem em áreas rurais, enquanto, entre as pessoas plenamente alfabetizadas, 80,3% vivem em áreas urbanas. Entre as mulheres sem qualquer escolaridade, 73% vivem em zonas rurais, contra 27% nas áreas urbanas.

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