A manhã de segunda-feira, 02, foi de espanto para a dona Ana de Oliveira, mãe da pequena Dicla, de 12 anos, que sofre de problemas de audição. Enquanto aguardava pela saída da filha no exterior da Escola Primária 1.175 "Rainha Lweji", mais conhecida por "Escola da Ginguba", localizada no bairro Nelito Soares, município do Rangel, a senhora expôs ao Novo Jornal as dificuldades enfrentadas durante a actividade lectiva da filha, suplicando por apoio do Governo.
"Vamos criar uma associação das mães de crianças atípicas. O nosso Governo devia colocar vigilantes e transportes nas escolas, principalmente para as crianças do ensino especial. Elas devem ter um subsídio ou apoio. Não é uma obra de caridade, é um direito", desabafa a encarregada, ladeada de outras mães.
Para Ana de Oliveira, ser mãe de uma criança atípica é muito difícil, fundamentalmente por viver distante da escola. Ela reside na Vila de Viana, nas imediações da Boa-fé, e todos os dias é obrigada a levantar-se às 4h50. Em tom de lamento, a encarregada realça que gostaria de ter um telefone digital para filmar o trajecto com a filha Dicla, que perdeu a audição aos 2 anos, por conta de uma meningite, o que tornou a situação irreversível.
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