A sede da província do Namibe voltou a chamar-se Moçâmedes a 27 de Julho último, por decisão da administração local, com aprovação na Assembleia Nacional, e comemora hoje o seu 167º aniversário com o "novo" nome à entrada da cidade que, desde 1975, ano em que mudou a sua toponímia para Namibe, a mesma da província, só existia na memória dos mais velhos.

O primeiro nome da localidade, ainda no século XV, foi Tchitoto Tchobatua, ou Angra dos Negros, em 1785, mas foi em 1849 que ficou conhecida por Moçâmedes. Com a Independência, ganhou novo nome, Namibe, que, agora voltou a ser substituído pela sua toponímia original.

O administrador de Moçâmedes, João Guerra de Freitas, lembrou, citado pela Angop, que a mudança do nome da cidade começou a ser discutido logo nos primeiros anos da indpendência, na mesma altura que deixou de se chamar Moçâmedes.

"O assunto relacionado com a mudança de nome da cidade do Namibe para Moçâmedes já leva tempo, desde aos anos 1976 e 1977, e hoje (referindo-se à data de 27 de Julho) finalmente o assunto foi resolvido, merecendo a satisfação dos populares particularmente dos que já vivem nesta terra há varias décadas", disse João Guerra Freitas.

Mesmo depois da mudança de nome, os mais velhos na província não deixaram de se referir à cidade como Moçâmedes.

Para além do deserto que lhe serve de berço, Moçâmedes, que tem na famosa Welwitschia mirabilis, planta que só existe nesta região e é famosa pela sua forma e dimensão, um dos ícones mais conhecidos, tem no Atlântico rico em peixe, graças a Corrente de Benguela, e no seu porto marítimo, o terceiro maior do país, alguns dos elementos particulares da cidade.

O município tem 8 916 km e cerca de 530 000 habitantes. É limitado a Norte pelo município de Baía Farta, a Este pelos municípios de Camucuio, Bibala e Virei, a Sul pelo município de Tômbua e a Oeste pelo Oceano Atlântico e é constituído pelas comunas de Namibe, Lucira e Bentiaba.