As ligações entre as 18 capitais (desde Luanda) de são actualmente garantidas pela companhia de bandeira - TAAG -, empresa que tem como principal actividade os voos internacionais, com destinos para a Europa, América e Ásia, operados através de aeronaves de grandes dimensões (Boeing 777 200 ER e 300ER).

A solução de criar uma nova empresa surge precisamente para especializar este tipo de ligação aérea e melhorar o desempenho financeiro da TAAG, a viver actualmente um processo de reestruturação sob gestão da transportadora Emirates, disse à agência Lusa o secretário de Estado da Aviação Civil, Mário Miguel Dominguês.

"É um processo que está na estratégia do governo e está a ser equacionado para criar competitividade aérea. A separação dos dois segmentos visa permitir que o doméstico venha a ser mais potenciado e com aeronaves de menor porte, permitindo maior rotatividade", explicou.

Além da transportadora aérea de bandeira, TAAG, também a Sonair, empresa do grupo estatal petrolífero Sonangol, efectua ligações internas, tendo assegurado mais de 46.700 horas de voo em 2014, de acordo com dados oficiais.

Na sequência de críticas das províncias à falta de ligações aéreas por parte da TAAG, a própria administração da companhia pública confirmou, em 2015, que viu reduzida a frota para voos domésticos de oito para cinco aeronaves.

Em contrapartida, o número de aeroportos regionais em Angola tem vindo a aumentar, com várias inaugurações e remodelações nos últimos anos.

A solução para acabar com estas queixas do serviço e para potenciar a operação, segundo o executivo, passará pela separação dos dois serviços aéreos, estando em curso um estudo para "definir o modelo que vai ser executado e o tipo de organização".

"Em princípio é um novo operador doméstico que se pretende. Ainda não sabemos o figurino, porque ainda estamos a estudar", disse, sem adiantar prazos.