Antes, o tribunal dará resposta aos mais de 300 quesitos, numa sentença que se prevê ser bastante longa em função da complexidade do volume processual.
Os quesitos são perguntas técnicas formuladas pelas partes envolvidas no processo em julgamento, para melhor esclarecimento e podem ser respondidas como provadas ou não provadas, em função prova produzida.
Vale recordar que o Ministério Público (MP) pediu a condenação de 29 dos 30 arguidos arrolados no processo por entender que são culpados da fraude de mais de 100 mil milhões kz da Administração Geral Tributária, instituição pertencente ao Ministério das Finanças.
Segundo o MP, os arguidos estavam convencidos da fraude e desfrutavam os milhões achando que não era tanto dinheiro porque o "País é rico".
Conforme o Ministério Público, para os arguidos a fraude passou a ser uma rotina no seio dos arguidos.
Já os advogados de defesa entendem que o MP está a acusar por acusar, pois não têm provas do que acusa, e estão esperançosos que o tribunal irá absolver os arguidos.
Este julgamento que teve início em Janeiro, decorreu nas instalações do Tribunal Supremo, por falta de um espaço adequando no tribunal de sua jurisdição, o Tribunal da Comarca de Luanda.
São arguidos no processo, Alípio João, Pedro Lumingo, Solange Nunes, Ziras Gaspar, João Love, Emanuel Carvalho, Tiago dos Santos, Ludgero Silva, Noé da Costa, Célia Joaquim, Irene Domingos, Luciano Ferreira, Nani Banesta, Ali Noureddine, Kiame Saúde, bem como diversas pessoas colectivas.

