Séculos separam a antiga capital asteca, Tenochtitlán, do Estádio Azteca. O eco dessa civilização pré-colombiana permanece vivo no imaginário do "El Tricolor".

Nas camisolas mexicanas, a frase "Somos México" e a águia carregam símbolos de uma identidade que atravessa gerações. Um dos elementos mais exemplificativos dessa ligação está na própria arquitectura.

Por falar em construção, vale também contar aquilo que foi erguido dentro das quatro linhas. A noite foi de consagração para Julián Quiñones. Já é uma das figuras do Mundial, com três golos e uma assistência.

Do outro lado, Raúl Jiménez voltou a marcar e a demonstrar a qualidade na finalização. Outro factor a destacar é que a selecção da casa continua impulsionada por um vulcão, como o NJ no Mundial assinalou desde a primeira jornada.

Com um remate em efeito, Gilberto Mora esteve perto do 1-0 aos 15 minutos.

Pouco depois, Yeboah Zamora fez uma incursão área mexicana adentro, tirou César Montes do caminho e acertou em cheio no poste.

Entretanto, o "El Tricolor" saiu em transição, numa jogada que contou com o envolvimento de Julián Quiñones no início da construção. A bola passou por Roberto Alvarado, que a colocou nas costas da defesa equatoriana e isolou o camisola 16 para fuzilar as redes contrárias aos 22 minutos.

Mais tarde, aos 31 minutos, as contas ficaram resolvidas após uma combinação de "toma lá dá cá" entre Julián Quiñones e Raúl Jiménez, concluída pelo antigo avançado do Benfica.

No próximo jogo, os co-anfitriões vão enfrentar o vencedor do República Democrática do Congo (RDC) e Inglaterra.