"Há uma agenda negra, que a actual direcção da FNLA está cumprir, para acabar com a FNLA", disse Ngola Kabango numa conferência de imprensa, argumentando que o momento é "decisivo" para salvar o partido fundado por Holden Roberto.
"Neste momento, o grande problema do partido é o próprio Nimi a Simbi, actual presidente da FNLA", acusou Ngola Kabango, acrescentando que o seu líder não respeita os estatutos.
Ngola Kabango fez estas declarações quando reagia a acusações segundo as quais ele impediu na semana passada uma conferência de imprensa do presidente Nimi-a-Simbi dentro das instalações do partido, que deveria anunciar a realização do congresso este ano, que vai eleger o novo presidente do partido.
"Nimi-a-Nsimbi não tem a capacidade para destruir um partido histórico que jogou um papel preponderante para libertação de Angola, do jugo colonial português", acrescentou.
O antigo presidente da FNLA revela que lidera um movimento junto do partido, para relançar jovens na liderança do partido, tendo em vista os futuros desafios.
"Nimi-a-Nsimbi está esgotado. Queremos nova geração a liderar o partido. A posição da FNLA no parlamento sendo um partido histórico, incomoda os milhares de militantes", referiu.
O presidente da FNLA, Nimi-a-Nsimbi, disse que vai convocar o VI Congresso Ordinário no mês de Março, no estrito cumprimento dos estatutos do partido, mas diz que não tem verbas para o efeito.
Nesta conferência de imprensa, Ngola Kabango revelou que o Governo já disponibilizou fundos na conta bancaria da FNLA, razão pela qual não há motivos para dificultar a realização do congresso.

