Após a expulsão das tropas francesas da região do Sahel e com a necessidade de procurar novos parceiros para firmar um caminho que interesse às pretensões de França, o Presidente Emmanuel Macron tem feito uma aproximação a países que não são assombrados pela associação ao domínio colonial francófono, Angola um dos quais.

Como tal não é de estranhar que o Director Executivo do Grupo Carrinho e o ministro de Estado para a Coordenação Económica estejam na Cimeira Africa Forward para abordar aspectos relacionados com os ganhos com a parceria com Paris.

Para Nelson Carrinho, que é um dos convidados de Macron para discursar sobre Segurança Alimentar e do Negócio, "é um privilégio" estar em Nairóbi "especificamente para apresentar o programa de Agricultura Familiar e os investimentos industriais que temos em curso no nosso país".

Por outro lado, disse ao Novo Jornal que o foco no fomento agrícola é no qual se irá alongar mais como orador, prometendo fazer um balanço dos quatro anos seguintes e dos quatro anos anteriores, pois esta é a "saída" que se vislumbra para mitigar o problema quanto à segurança alimentar.

Já José de Lima Massano afirmou que Angola caracteriza a relação com França como "multifacetada" e "estável", além disso, considerou, igualmente, que o país não pode continuar a depender de bens alimentares importados, mas sim encontrar a autonomia para desenvolver as comunidades, especificando a importância da Agricultura como sector que "contribui mais para o crescimento" nacional.

O certame acolhe, ainda, outros estadistas como Fattah Al -Sisi (Egipto), Daniel Chapo (Moçambique), Bassirou Faye (Senegal), Bola Tinubu (Nigéria), Faustin Touadéra ( República Centro-Africana), bem como o presidente da Comissão da União Africana (Mahamoud Youssouf) e o Secretário-geral da ONU, António Guterres.