Segundo o relatório do FSDEA, os capitais próprios ascenderam a 4,512 mil milhões USD, representando 95,7% do activo total.
Quanto ao resultado líquido do exercício alcançou 527 milhões de dólares, um crescimento de aproximadamente 200%, face aos 176 milhões USregistados em 2024.
O resultado bruto atingiu 545 milhões de dólares, reflectindo o desempenho das carteiras de investimento e a valorização dos activos financeiros e alternativos.
Relativamente à carteira de investimentos líquidos registou uma rendibilidade de 14,65%, acima da expectativa média anual de 5% estabelecida na Estratégia de Alocação de Activos.
Por sua vez, os investimentos alternativos registaram uma rendibilidade de 42%, reflectindo o desempenho das diferentes classes de activos e investimentos que integram esta componente da carteira.
Ao discursar na cerimónia de apresentação dos resultados do Fundo, o secretário de Estado para as Finanças, Ottoniel dos Santos, considerou a cerimónia como um momento de prestação de contas, transparência e responsabilidade institucional.
Acrescentou ser também uma oportunidade para se reflectir sobre a razão que justificou a criação do FSDEA e do papel que uma instituição desta natureza deve desempenhar na construção do futuro económico do País.
"O Fundo Soberano não existe apenas para administrar recursos financeiros. Existe para preservar o património, transformar poupança presente, transformar em capacidade futura e assegurar que parte da riqueza gerada hoje possa continuar a criar valor para as gerações que nos sucedem", sublinhou Ottoniel dos Santos.
Já o presidente do Conselho da Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel realçou que os recursos que são confiados ao fundo não representam apenas activos financeiros inscritos no balanço, sendo património público e poupança intra-geracional.
O evento decorreu sob o lema "Criar valor para as futuras gerações".
