O novo espaço, construído onde há três anos era mar, no centro da capital do país, Luanda, foi inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, que sublinhou a importância da obra para receber eventos internacionais, até agora realizados em tendas e hotéis.

"Angola abriu-se ao mundo e como consequência disso tem conseguido atrair, particularmente para a sua capital Luanda, importantes eventos internacionais", disse o Chefe de Estado.

As novas instalações passam a oferecer "capacidade e condições de trabalho e de conforto", com um anfiteatro com 3.000 lugares, que os delegados da 21.ª sessão extraordinária da conferência de chefes de Estado e de Governo da União Africana irão experimentar no próximo fim-de-semana.

O Palácio de Convenções tem 12 salas, quatro das quais ainda inacabadas, e uma das quais com 500 lugares.

Para o Presidente da República, este espaço "vem dignificar o país" e servirá de base à aposta no turismo de negócios e eventos.

Na ocasião, João Lourenço lançou um apelo ao investimento privado, vincando que "não basta ter este centro", é preciso o que ainda falta a Angola: investimento no sector do turismo, concretamente na hotelaria.

"É momento de começarem a investir seriamente na hotelaria. Luanda tem poucos hotéis, esta é a oportunidade para o setor privado investir em hotelaria", desafiou, acrescentando que "todo investimento que vier será sempre insuficiente" para o que falta fazer.

O Presidente angolano referiu ainda que os passos actuais são resultado de um caminho gradual que o país tem feito para mudar o ambiente de negócios em Angola.

Este chamamento ao turismo começou há já alguns anos, disse, com o "combate à corrupção, isenção de vistos a cidadãos de cerca de 90 países do mundo, reformas no sentido de reduzir a burocracia na constituição de empresas e na forma de fazer negócios em Angola".