Do projecto de ampliação do Instituto Superior de Ciências de Educação de Benguela (ISCED), apresentado no dia em que o governador Manuel Nunes Júnior colocou em marcha o lançamento de pedras para dezenas de obras, há duas semanas, nasce um novo foco de contestação de empresas com domicílio fiscal na província, agora em relação a uma suposta falta de lisura nos concursos públicos, apurou o Novo Jornal.

Nada que seja punível nos termos da legislação, mas a "invasão de empresas" oriundas de outros pontos do País é descrita como uma incursão a diminuir o já apertado espaço para operadores locais.

"Estamos a questionar o factor transparência nestes concursos, é curioso que, com uma ou outra excepção, vencem empresas estranhas ao mercado de Benguela", disse um conhecido constructor, numa análise que inclui a ampliação do ISCED, unidade orgânica da Universidade Katyavala Bwila (UKB).

Levantamentos feitos pelo NJ indicam que todas as obras na universidade da segunda região académica (Benguela e Kwanza-Sul) estão com a Jonce - Sociedade de Construções e Engenharia SA.

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