À semelhança do que aconteceu durante a epidemia de Ébola de 2014-2016 na África Ocidental, que provocou mais de 11.000 mortes, os investigadores procuram novamente uma solução através de vacinas experimentais. Naquela epidemia, os ensaios realizados na região contribuíram para demonstrar a eficácia de uma vacina contra outra espécie do vírus, possibilitando a posterior utilização no controlo de surtos.

De acordo com o ministro das Comunicações da RDC, Patrick Muyaya, citado pela Al Jazeera, há 6.041 casos confirmados, incluindo 1.366 recuperados e 2.911 mortes, bem como 619 pacientes em isolamento ou hospitalizados.

A mesma fonte dá conta de que trabalhadores de saúde estão em greve por não receberem os salários que lhes tinham sido prometidos e devido às condições precárias em que trabalham.

Já a Reuters reporta que a Moderna iniciou, em Agosto, o seu primeiro ensaio em humanos da candidata mRNA-1469, especificamente desenvolvida contra o vírus Bundibugyo.

Paralelamente, a imprensa internacional avança que a República Democrática do Congo arrancou com a vacinação de profissionais de saúde com a Ervebo, aprovada para outra espécie de Ébola, cuja eventual protecção contra o Bundibugyo está a ser avaliada num ensaio clínico.

Perante este cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o risco do surto na RDC muito elevado, tendo em conta a transmissão persistente, a expansão geográfica da doença e a elevada mortalidade.

A organização sublinha ainda que não existe actualmente uma vacina licenciada nem um tratamento anti-viral específico contra o vírus Bundibugyo e, como tal, recomenda o reforço da vigilância, da detecção rápida de casos, do rastreio de contactos e dos cuidados clínicos.