O presidente do MPLA, João Lourenço, garantiu recentemente que 15 por cento dos membros do próximo Comité Central resultante do 9º congresso ordinário e de outros órgãos intermédios virão directamente da base do partido, nomeadamente dos Comités de Acção do Partido (CAP).
Segundo João Lourenço, "o objectivo é valorizar o trabalho de base, conferir justiça na selecção e garantir que militantes que vivem o dia a dia do povo tenham representação significativa nos órgãos de decisão".
Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.
Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.
Os restantes níveis exigem entre 1.000 e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.
O 9º congresso ordinário do MPLA está agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026 e tem como lema "MPLA - Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro". Visa discutir a orientação política, definir estratégias para os próximos anos e consolidar as estruturas do partido.
