A informação foi adiantada pela cardiologista, Ana Neves, que falava à margem do workshop sobre cardiopatias congénitas, que decorreu na cidade do Lubango, com especialistas nacionais e brasileiros, na semana passada.
Segundo a cardiologista, a lista continua a aumentar, já que as cirurgias deixaram de ser regulares em Luanda entre Agosto e Setembro de 2017, passando a ser feitas a conta-gotas.
Para a única especialista em serviços cardiovasculares na região sul do País, das 219 crianças, 154 estão diagnosticadas com cardiopatia congénita e 65 outras têm cardiopatia reumática.
Ana Neves explicou que em 1.000 crianças, entre oito a dez nascem com a doença. Além da província da Huíla, a sua equipa recebe também pacientes do Namibe, do Cunene, do Cuando e do Cubango.
Por outro lado, exortou a população a pocurar os serviços de saúde logo no início, afirmou.
"Temos recebido casos na fase terminal", indicou, acrescentando que os casos tendem a aumentar porque as causas para as operações são anomalias cromossómicas, questões genéticas, infecções, sobretudo as virais, alcoolismo, drogas, "stress", depressão e ansiedade da gestante nos primeiros 50 dias de gestação".
