A Marinha foi fundada em 1976 por altura da visita do primeiro Presidente e fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, à base naval de Luanda, facto que coincidiu com o fim do período de instrução dos primeiros militares do ramo, pós independência do país.
A partir do convés da lancha Escorpião, herdada do exército colonial português, António Agostinho Neto salientara o papel da marinha de guerra na preservação da integridade territorial.
Na ocasião, o fundador da Nação angolana advogou que, com "a protecção das águas territoriais (…) neutralizaremos aqueles que querem, de qualquer maneira, roubar o que existe no nosso país".
Em 39 anos, grandes transformações se registaram no ramo, apesar de se considerar ainda insuficientes os navios a sua disposição, para fazer face a um patrulhamento eficaz das águas territoriais, incluindo a Zona Económica Exclusiva (ZEE).
Para uma missão a altura dos desafios do país, segundo uma fonte do Estado-Maior da Marinha de Guerra, é fundamental o processo de reedificação deste ramo das FAA. Este processo, disse, vai garantir, num futuro próximo, a aquisição de meios suficientes, tais como novas unidades navais (navios), que permitirão um patrulhamento eficaz das águas territoriais do país.
Para a utilização técnica de novos navios, no quadro do processo de modernização e reequipamento da MGA, a aposta vai para a formação do homem, através da cooperação com outros países, uma vez que a marinha não dispõe de uma escola naval para formar oficiais deste ramo.
No entanto, é animador o facto da direcção das FAA estar a trabalhar para a criação de condições, a fim de dotar a Marinha de uma capacidade técnica para adequá-la às reais necessidades de defesa das águas territoriais, prestando uma especial atenção a formação de quadros das distintas especialidades.
O mar de Angola é rico em petróleo e, nos últimos anos, a sua produção tem alcançado níveis satisfatórios, obrigando a maiores responsabilidades na segurança das instalações, no mar e em terra, contra actos de sabotagem.
Por ocasião da efeméride, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, exortou, em mensagem, a MGA a encetar um combate sem tréguas à imigração ilegal, à pesca ilegal, à pirataria e ao tráfico de seres humanos que ameaçam a segurança marítima.
"Neste momento particularmente importante para os efectivos da Marinha de Guerra Angolana, exorto-vos a elevar cada vez mais os níveis de vigilância, disciplina e prontidão, na sua tradicional missão de garantir a inviolabilidade do espaço marítimo, defesa e salvaguarda da soberania nacional", refere o ministro na mensagem.
Adianta que a Marinha de Guerra não deve descurar a formação contínua dos efectivos, visando a melhoria dos seus níveis de preparação e de capacitação "para o cumprimento exitoso da sua difícil mas nobre missão".
Para si, a efeméride acontece num momento em que este ramo das Forças Armadas Angolanas (FAA) está dar um salto qualitativo na sua organização e capacitação, na perspectiva de continuar a preservar os recursos marítimos e fluviais, bem como todas as tentativas de violação das águas territoriais.
O programa da efeméride, cujo acto central se realiza na Escola de Fuzileiros do Ambriz (Região Naval Norte), província do Bengo, prevê demonstrações de tácticas operativas, desfile de tropas e entrega de troféus às equipas do ramo participantes em actividades desportivas alusivas a data.
Angop/NJ
