A "vassoura" de Pedro Mendes de Carvalho atingiu as direcções de recursos humanos, organização, planeamento e estatística, direcção nacional de administração e gestão de orçamento, finanças, e também directores de gabinetes.

A "limpeza" atingiu também o secretariado do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público.

Quem não escapou também destas exonerações foi a direcção de comunicação institucional e imprensa da PGR e o seu director, Álvaro João, foi também foi destituído do cargo.

Argentina Michingi é agora a nova magistrada que ocupa o cargo de directora de comunicação institucional e imprensa da PGR, enquanto Oswaldo Chissoca passa a ser o responsável pela direcção nacional de gestão do orçamento.

Flaviano Francisco ocupa o cargo de director nacional de recursos humanos, enquanto Manuel Manico de Linda e Festo assume o de secretário executivo do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público.

Para o cargo de director nacional de organização, planeamento e estatística foi escolhido Gabriel Figueiredo Satumbo.

Estes magistrados exonerados da estrutura central da PGR eram magistrados superiores, que foram agora colocados nos tribunais de comarca, SIC, e em esquadras de polícia.

Fontes da PGR contaram ao Novo Jornal que Álvaro João, que até então era director de comunicação institucional e imprensa da PGR, foi despromovido e é agora magistrado junto do Tribunal da Comarca de Belas.

Os outros procuradores também desceram de posição, para simples magistrados junto dos tribunais e órgãos de investigação criminal.

Segundo o novo procurador-geral Pedro Mendes de Carvalho, as nomeações fazem parte de uma estratégia de "dinamização e fortalecimento da capacidade organizacional" da PGR.

Pedro Mendes de Carvalho foi nomeado pelo Presidente João Lourenço, como novo PGR, em Março último em substituição de Hélder Pitta Gróz, que deixou o cargo após oito anos.