O secretário-geral do SINPROF, Ademar Jinguma, anunciou uma reuniã,o no próximo sábado, 12, em que os professores vão decidir se avançam ou não com a greve prevista para 21 de Setembro.

O sindicato acusa o Ministério da Educação de violar partes essenciais do acordo assinado a 08 de Janeiro de 2026, afirmando que, dos 53.755 agentes previstos no acordo, cerca de 50 mil já foram admitidos, mas continuam sem garantias de enquadramento na folha salarial do Ministério das Finanças.

O SINPROF reclama a inclusão de milhares de professores "excluídos injustamente" nas fases de inscrição e selecção do concurso de ingresso interno e de acesso.

O Governo alega falta de verbas para inserir de imediato os professores no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado SIGFE.

O acordo de 08 de Janeiro de 2026, entre o SINPROF e o Executivo angolano (representado pelos Ministérios da Educação e do MAPTSS), foi assinado para evitar uma greve nacional, resultando em consensos sobre um caderno de encargos de 11 pontos.

Durante as negociações de Janeiro, o Governo cedeu em pontos críticos para a classe docente, nomeadamente subsídio de natal, compromisso de processamento e pagamento do 13º mês numa única parcela e actualização e progressão de categorias, além da regularização das carreiras.