Reagindo à notícia avançada pelo Novo Jornal e retomada por diversos órgãos de comunicação social, o Grupo Parlamentar da UNITA considerou que tal exigência poderia constituir uma violação da Lei de Imprensa, da Constituição da República de Angola e dos princípios da ética e da deontologia profissional.

A UNITA considera o congresso do MPLA "interesse público" e diz que a cobertura jornalística não deve ser restringida a profissionais que sejam militantes.

O Grupo Parlamentar da UNITA instava a Assembleia Nacional a ponderar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para averiguar os factos e apurar eventuais responsabilidades.

Entretanto, o MPLA retrocedeu na exigência feita aos jornalistas - de apresentação de número de CAP para o credenciamento do seu congresso ordinário que acontecerá em Dezembro, com um único candidato à liderança do partido, o actual presidente João Lourenço.

Reagindo à notícia do Novo Jornal, no final desta terça-feira, o partido no poder explicou que se tratou apenas de um engano, embora o documento a que o Novo Jornal teve acesso tenha estampado no cabeçalho, em letras maiúsculas, a palavra "Imprensa".