Nesta visita a Angola, o chefe da Igreja Católica deslocar-se-á, além de Luanda, à Muxima e a Saurimo.

"O Santo Padre Leão XIV efectuará uma Viagem Apostólica de 4 dias a Angola, com chegada a Luanda no dia 18 de Abril de 2026", avança um comunicado da Presidéncia da República.

Esta visita a Angola surge no seguimento de um périplo do Sumo Pontífice que o levará a passar na mesma altura, no âmbito das suas Viagens Apostólicas de 2026, dez dias em África, entre Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, um dia em Monte Carlo e seis dias em Espanha, entre Madrid, Barcelona e as Ilhas Canárias.

Esta será a terceira visita papal a Angola, depois de João Paulo II em 1992 e Bento XVI em 2009, tendo ambas sido unanimemente consideradas visitas papais de grande relevo no contexto universal.

De acordo com os registos de época, a visita de João Paulo II foi abrangente e passou por diversas províncias enquanto a de Bento XVI foi focada na reconciliação e paz pós-guerra civil.

João Paulo II esteve em Angola em Junho de 1992, altura crucial que coincidiu com o fim de guerra civil, aproveitando para se deslocar a várias províncias como, além de Luanda, Benguela, Huambo, Zaire, Cabinda e Huíla.

Na segunda visita papal a Angola, Bento XVI, em Março de 2009, chegou com uma mensagem assente na paz como caminho do progresso, o perdão e a reconciliação.

Como alguns especialistas estão a sublinhar desde que esta visita de Leão XIV foi anunciada, sendo este um papa diferente de Francisco, tenderá a dar mais importância à defesa do catolicismo em África ao invés do ecumenismo.

E, como tal, a sua presença deverá ser aproveitada para que a igreja católica, mesmo que o não aponte como objectivo oficial, se reposicione no âmbito da disputa que existe e é evidente pela influência entre a crescente população cristã em Angola onde proliferam centenas de seitas e igrejas evangélicas.

Além disso, o Papa será ainda uma arma cristã num continente onde o islão ganha terreno de forma acelerada e nalguns países do centro do continente começa a ganhar maiorias de fieis em geografias outrora maioritariamente católicas, ou, pelo menos, cristãs, com forte apoio na construção de mesquitas oriunda de países como a Arábia Saudita, a Turquia ou, entre outros, os EAU.