Os funcionários das duas instituições estão a trabalhar normalmente "num ambiente tranquilo".

"Já demos entrada de uma providência cautelar sobre este caso. Também escrevemos ao Presidente da República, João Lourenço, para uma audiência, e, até agora, não tivemos resposta", resumiu ao Novo Jornal o primeiro vice-presidente da LAASP, Fernando Mota, que não quis entrar em detalhes.

O novo Jornal apurou que, na semana passada, o nacionalista e antigo primeiro-ministro Lopo do Nascimento esteve na sede da Liga Africana, onde tomou conhecimento sobre a actual situação da sede.

A decisão do despejo foi formalizada pelo despacho presidencial 274/25, de 14 de Outubro, assinado pelo Presidente João Lourenço. O documento determinava a desocupação integral do imóvel devido ao estado de degradação e inadequações estruturais.

O despacho prevê uma reabilitação integral avaliada em três milhões de dólares, com o objectivo de garantir condições adequadas para que o edifício seja transformado numa escola no próximo ano lectivo, de modo a "reduzir o absentismo e combater o abandono escolar".

A decisão apanhou de surpresa os órgãos directivos da Liga Africana e da Liga Angolana de Amizade e Solidariedade e Paz, que manifestaram o seu descontentamento.

Fundada em 14 de Julho de 1930 por José Cristino Pinto de Andrade, Manuel Inácio Torres Vieira Dias, Gervásio Ferreira Viana e Sebastião José da Costa, a Liga Africana desempenhou um papel crucial na promoção da educação moral, literária e social dos angolanos.