Nos locais onde aparece gás de cozinha, sobretudo no mercado informal, a botija chega a custar entre três e quatro mil kwanzas, contra os habituais 1.500 kwanzas.
Para confecionar os alimentos, muitas famílias estão a recorrer ao carvão e à lenha como alternativa.
A escassez de gás de cozinha, associada à falta de combustível e de transportes aéreos e marítimos, continua a ser um dos principais problemas enfrentados pela população nos últimos dias.
Segundo relatos dos populares, o cenário dura há semanas e as autoridades da província ainda não conseguiram encontrar uma solução.
Ao longo do dia, descrevem, é notória a presença, nas ruas, de cidadãos carregando botijas de um lado para o outro à procura de gás de cozinha.
A população descreve o cenário como frustrante e triste, sobretudo porque a província está a receber vários visitantes em função da 4ª edição da Expo-Cabinda 2026, que vai decorrer de 27 a 30 deste mês.
Entretanto, o Governo Provincial de Cabinda (GPC) não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas uma fonte assegurou ao Novo Jornal que a situação deverá ficar normalizada nos próximos dias, em função da chegada de um navio de gás ao Porto de Cabinda.
Quanto à situação dos transportes aéreo, a fonte assegurou que o governo acompanha o problema com preocupação, mas salientou que se trata de situações que ultrapassam a competência do GPC.
