Está detido o comandante da esquadra da Vila Azul, um subinspector chefe de pelotão da esquadra, um primeiro-subchefe que estava de serviço à data dos factos e um agente de Investigação Criminal de 3ª Classe.
Segundo a direcção do SIC, os efectivos da PN presos estão envolvidos no encobrimento deste acto, pelo facto de não terem reportado a ocorrência, com a agravante de não terem tomado medidas adequadas contra os autores.
Estes homens que foram detidos esta semana vão ser apresentados ao Ministério Público, por fortes indícios da prática dos crimes de homicídio qualificado, sonegação de cadáver e ocultação de provas.
O Novo Jornal soube ainda que o autor, agente do SIC, dos disparos que vitimaram o PIR e o moto-taxista encontra-se foragido, bem como um outro comparsa.
O duplo homicídio aconteceu no bairro Kikuxi, no quintal da esquadra, quando os funcionários do Ministério do Interior estavam num snack-bar a conviver, não estando de serviço.
Enquanto desfrutavam, dois agentes do SIC e mais um terceiro interpelaram o efectivo da PIR que se fazia transportar por um moto-taxista. "Levaram-nos para a esquadra da Vila Azul e no lugar, durante um desentendimento, os homens foram baleados mortalmente", explica o SIC, ressaltando que para se desfazerem dos cadáveres, os agentes foram depositá-los na via pública, no bairro Belo Horizonte.
De acordo com o director nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, Manuel Halaiwa, o duplo homicídio foi presenciado pelos efectivos da PN, em serviço de piquete, mas que nada fizeram para conter a acção injustificada.
Mediante esta situação, foi ainda instaurado um processo disciplinar aos efectivos ora detidos, enquanto diligências prosseguem para capturar outros envolvidos.
