Segundo a DTSER, as acções de fiscalização vão abranger todas as viaturas, estejam ou não identificadas, e incluirão a realização do teste de alcoolemia, bem como a verificação da documentação.
A informação foi avançada esta sexta-feira, 24, ao Novo Jornal, pelo superintendente João de Sousa, chefe do Departamento de Transgressões, Acidentes e Peritagem da DTSER.
Segundo o responsável, a Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária pretende reduzir o número de acidentes rodoviários que envolvem veículos ao serviço de táxi por aplicativo na capital do País.
De acordo com a DTSER, tem-se verificado, nos últimos tempos, um aumento significativo de acidentes de viação envolvendo viaturas afectas a este serviço, sobretudo do modelo Suzuki S-Presso.
O chefe do Departamento de Transgressões, Acidentes e Peritagem da DTSER assegurou que todos os condutores de táxis por aplicativos apanhados a cometer infracções graves ou muito graves serão submetidos a novos exames de condução, além da aplicação das respectivas multas.
Ao Novo Jornal, o responsável sublinhou que a Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária tem recebido vários alertas sobre a condução imprudente de muitos motoristas de táxi por aplicativo, razão pela qual decidiu reforçar a fiscalização.
Embora não tenha apresentado dados estatísticos sobre o número actual de acidentes registados, a DTSER considera que os indicadores já são suficientemente preocupantes para justificar a adopção de medidas.
Entretanto, o Novo Jornal apurou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está a ultimar uma proposta de regulamentação dos serviços de táxi por aplicativo em Angola, num processo que visa organizar o sector, reforçar a fiscalização e aumentar a segurança de motoristas e passageiros.
Entre as medidas em preparação está o desenvolvimento de um sistema integrado ao Sistema de Informação do Transporte Terrestre, que permitirá monitorizar, em tempo real, condutores, veículos e plataformas digitais que operam no País.
