Entretanto, esta direcção corre o risco de permanecer por pouco tempo no cargo, visto que o comandante-geral, Francisco Ribas da Silva, na qualidade de presidente da mesa da assembleia do Cofre, convocou uma assembleia extraordinária para o próximo dia 24.
Segundo apurou o Novo Jornal, o presidente destituído, Domingos Jerónimo, o vice-presidente, Nascimento Cardoso, assim como o secretário-geral, Francisco Kid Morais, regressaram à instituição em cumprimento da providência cautelar emitida pela 2ª secção do Tribunal da Comarca de Luanda (TCL), que julgou procedente a providência cautelar relativa ao afastamento da direcção do Cofre.
A decisão do comandante-geral da Polícia Nacional, que, em Janeiro último, afastou a direcção do Cofre, eleita em Setembro de 2023, em assembleia extraordinária, para um mandato de quatro anos, fundamentou-se na alegada "má prestação de serviços ao efectivo, na gestão deficitária dos recursos e noutras irregularidades detectadas".
Francisco Ribas da Silva indicou Manuel Filho para assumir interinamente a liderança do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional até à realização de novas eleições, que vieram a ocorrer no mês de Abril último, tal como noticiou o Novo Jornal.
Na reclamação apresentada ao tribunal, a direcção suspensa alegou que o requerente, o comandante-geral, na qualidade de presidente da mesa da assembleia, não tinha competência para deliberar a suspensão da direcção eleita, violando os direitos dos associados que nela votaram.
Segundo a sentença da 2.ª secção da sala cível do TCL, a suspensão do conselho de administração do Cofre pelo comandante-geral contrariou os estatutos do CPPPNA.
Perante o exposto, o tribunal decidiu julgar procedente a providência cautelar e, em consequência, suspendeu o acto praticado pelo comandante-geral, na qualidade de presidente da mesa da assembleia do Cofre.
Assim sendo, a eleição da nova direcção do CPPPNA, que se encontrava em funções na sequência de uma assembleia extraordinária realizada no mês de Abril, ficou sem efeito.
Entretanto, a direcção anterior, que agora reassumiu o cargo, poderá vir a ser oficialmente destituída nos termos dos estatutos do Cofre, visto que o comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, na qualidade de presidente da mesa da assembleia do Cofre, convocou uma assembleia extraordinária para o próximo dia 24 deste mês.
Caso a assembleia extraordinária se realize, os membros poderão voltar a votar pela destituição da actual direcção, nos termos dos estatutos.
Fontes do Novo Jornal revelam que o Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional é uma "mina de ouro" em termos de arrecadação de receitas na Polícia, chegando a facturar mensalmente mais de 400 milhões de kwanzas.
O Cofre tem como missão mitigar os problemas sociais dos efectivos, reformados, familiares, viúvas e órfãos. Sendo uma organização sem fins lucrativos, formada por membros que partilham interesses comuns e unidos para proporcionar benefícios mútuos, congrega mais de 100 mil associados.
