De acordo com as autoridades da RDC, o pico do surto está para acontecer no país.

O Ministério da Saúde do Congo divulgou um comunicado no domingo à noite onde informa que um total de 100 pessoas recuperou da doença, que está concentrada na província de Ituri desde que a epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio.

O surto causado pelo raro vírus Bundibugyo, para o qual não existem vacinas nem tratamento, foi o pior alguma vez registado no seu primeiro mês.

As autoridades locais continuam a tentar fazer o rastreio de contactos e também não identificaram o paciente zero, sendo necessário rastrear mais de 35 mil pessoas que tiveram contacto com indivíduos infectados até à semana passada.

Esta epidemia alastrou-se também para o vizinho Uganda, onde foram detectados 19 casos confirmados, incluindo 14 casos considerados importados da RDC, com duas mortes.

A OMS considera ainda que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto, que foi classificado a 17 de Maio como "emergência de saúde pública de importância internacional".

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.