O MOPUH chama a atenção da população para não se deixar enganar com as falsas informações de comercialização de habitações nas centralidades por parte do Fundo de Fomento Habitacional (FFH) ou do próprio MOPUH.

Segundo o MOPUH, há um elevado número de reclamações nos órgãos do Executivo de casos de burla de comercializações de habitações e muitos cidadãos têm caído nestas "armadilhas".

Conforme o MOPUH, há nos últimos dias falsas informações de comercialização de habitações cujo objectivo é o de burlar as pessoas.

Segundo o Governo, a província de Luanda é a que lidera em termos de falsas informações de venda de habitações, seguida das províncias de Benguela e do Huambo.

O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação diz que o País tem défice de habitações e que há mais de 2,2 milhões de famílias que procuram casa.

As informações foram prestadas esta sexta-feira, 27, à imprensa, pelos directores do gabinete de comunicação institucional e imprensa do MOPUH, do Fundo de Fomento Habitacional, bem como pelo consultor do Instituto Nacional de Habitação, Paulo Teca, Wilson Sousa e Augusto Fernandes, respectivamente.

O MOPUH diz que tem denunciado os portais e as páginas na internet "que têm burlado os cidadãos mediante falsos formulários".

Paulo Tecas, porta-voz do MOPUH, assegurou que Estado irá deixar de construir centralidades e que os projectos habitacionais serão de iniciativa e financiamento privado.

Segundo Paulo Tecas, o Estado estará voltado para projectos socais para atender às familiais vulneráveis, com casas sociais e auto-construção dirigida.

"O Executivo cumprirá a sua missão de garantir às famílias mais carenciadas habitações sociais e lotes para auto-construção dirigida, para, com recursos próprios, poderem construir".

Wilson Sousa, director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do FFH, disse ao Novo Jornal que não há envolvimento de funcionários do FFH nos casos de burla.

Augusto Fernandes, do Instituto Nacional de Habitação, assegurou que "é em Luanda que há o maior número de sites e páginas falsas a enganarem as pessoas com comercialização de habitações".

Na conferência de imprensa, o MOPUH não avançou o número de cidadãos burlados, por falta de dados reais dos outros órgãos do Executivo, mas realçou serem muitos.

Aos jornalistas, o MOPUH afirmou que todas as habitações entregues pelo Governo têm proprietários e é falsa a ideia que há nas centralidades apartamentos desocupados para o Estado vender.