Falando hoje, no âmbito da visita de trabalho que efectua à província de Benguela, o responsável considerou que esta nova unidade prisional vai equilibrar e desafogar a situação da superlotação nesta cadeia.

Bakuquina Zau defendeu a criação de mecanismos para a valorização dos reclusos, inserindo-os na potenciação da zona agrícola, acção que vai permitir o enquadramento da população penal no trabalho socialmente útil, em obediência à Lei.

Segundo o responsável, pretende-se ainda reabilitar o parque de infra-estruturas do Cavaco, que tem potencialidade para ocupar os reclusos e servir de alternativa na resolução de alguns problemas.

Numa área de 67,9 hectares, o estabelecimento, cujas obras iniciaram-se em Janeiro último e com duração prevista de 12 meses, vai contar com seis naves de dormitórios (feminino e masculino), escola, cozinha, posto médico, quatro pátios internos e um bloco para a guarnição.

Igualmente estará contemplada uma área para visitas, campos de futebol e basquetebol, sector administrativo, além da residência do director do estabelecimento prisional.

A futura unidade prisional do Kulango vai substituir o antigo estabelecimento do Lobito que se encontra em estado degrado, devido a sua antiguidade. Existente desde 1962, a cadeia foi concebida para 120 recluso, albergando actualmente 341, entre condenados e detidos.

Angop / Agora