No plano da Polícia Nacional para manter o controlo da segurança pública durante a época festiva do Natal e do Ano Novo estiveram identificadas 35 zonas cinzentas, zonas estas susceptíveis de ocorrência de crimes.

O Novo Jornal soube que o trabalho de acompanhamento destes "cidadãos suspeitos" de poderem criar desordem e alterar a ordem pública no País começou afincadamente depois dos acontecimentos de Julho último, durante a paralisação dos taxistas, em que os tumultos resultaram na morte de 19 pessoas.

A PN assegura que o plano de asseguramento do período da quadra festiva vem de há vários meses.

Esta terça-feira, 6, durante a apresentação do balanço da "operação sentinela", referente à quadra festiva 2025/2026, o comandante geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, disse que a PN elaborou três planos, para antes, durante e depois da quadra festiva.

Segundo o número 1 da PN, a Polícia Nacional identificou 188 potencias cidadãos suspeitos de poderem criar desordem e alterar a ordem pública durante a quadra festiva.

Francisco Ribas da Silva, assegurou que também foram identificados 402 grupos de marginais em várias zonas do País.

O comandante geral salientou durante apresentação do balanço da "operação sentinela" que houve no País uma diminuição do índice de criminalidade durante a transição para 2026, na ordem dos 8%.

Francisco Ribas da Silva afirmou também que a PN registou uma redução de 100% nos crimes de homicídio voluntário no País, durante a passagem de ano, mas mostrou-se preocupado com o aumento de 67% no que respeita aos crimes de abuso sexual.

O comandante geral afirmou que para o asseguramento da quadra festiva mais 124 mil efectivos de diversos órgãos do Ministério do Interior (MININT) estiveram envolvidos.

Mais de 1.600 suspeito da prática de diversos crimes foram detidos, em consequência de mais de 3.000 acções policiais realizadas.

A PN lamenta que neste período tenha ocorrido o aumento de 67% dos crimes de abuso sexual, em que a maioria das vítimas são menores.

O número 1 da Polícia Nacional assegurou, por outro lado, que apesar do esforço feito pela PN, não foi possível alcançar resultados positivos quanto à sinistralidade rodoviária, em que o número de mortes subiu para 22%.

Entretanto, o comandante geral afirmou que a "operação sentinela" foi um êxito e felicitou todos os comandantes que dirigiram os dispositivos que permitiram fiscalizar e planear com rigor a operação.