Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o vice-governador de Luanda para os serviços técnicos e infra-estruturas, Calunga Quissanga, disse que o impacto económico da paralisação da ELISAL é superior a 700 milhões de kwanzas.

O presidente do conselho de administração da ELISAL, Gonçalves Imperial, afirmou aos jornalistas que a empresa está aberta a negociar com a comissão sindical, de modo a pôr fim à greve, embora assegure que não vai poder satisfazer as exigências de aumento salarial na proporção que o sindicato exige.

A direcção da ELISAL garante que "a empresa sempre se mostrou disponível para negociar, mas a comissão sindical optou em partir para greve", que considera ilegal.

Segundo a empresa, dos 10 pontos constantes do caderno reivindicativo, a empresa ultrapassou oito, ficando apenas dois pontos por se resolver.

Trata-se dos subsídios de alimentação e transporte, explicou a Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda.

Segundo a ELISAL, houve, da parte do sindicato, uma falsa promessa aos trabalhadores sobre o aumento salarial de quase 100 por cento.

Gonçalves Imperial disse que actualmente o impacto salarial na ELISAL representa 45 por cento da receita, e a subida exigida pela comissão sindical haveria de causar um impacto acima dos 80 por cento da receita daa empresa.

"A ELISAL não tem condições para ceder nesta perspectiva", assegurou o PCA.

Carlos António, secretário para a informação da comissão sindical dos trabalhadores da ELISAL, contou ao Novo Jornal que a greve só se efectivou porque a direcção da empresa e os trabalhadores não chegaram a consenso.