A medida anunciada por Pequim em comunicado responde a "desafios comuns" aos países do Sul Global, que, segundo o Presidente chinês Xi Jinping, constituem "uma força de justiça" no actual cenário internacional.
Esta medida pretende impulsionar as exportações africanas, facilitar a industrialização do continente e aumentar o acesso ao mercado chinês, posicionando a China como a primeira grande economia mundial a aplicar esta política integralmente a todos os seus parceiros diplomáticos em África.
"O reforço da solidariedade e da cooperação é essencial num contexto internacional em mudança", afirmou Xi Jinping, citado no comunicado divulgado no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim.
O presidente chinês defendeu o reforço do apoio mútuo em questões de interesse central e a intensificação dos contactos entre governos, partidos e instituições, bem como a troca de experiências de governação.
Xi destacou ainda a "forte complementaridade económica" entre os dois países e apontou para novas oportunidades de cooperação em áreas como infra-estruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.
Num contexto internacional descrito como "turbulento", o líder chinês apelou ao reforço da coordenação em organismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, defendendo um mundo "multipolar", uma globalização económica "inclusiva" e a salvaguarda da "equidade e justiça internacionais".
Sobre a situação no Médio Oriente, o Presidente chinês manifestou preocupação com o impacto do conflito na região africana e apelou ao cessar das hostilidades e à resolução de divergências através do diálogo.
O líder chinês defendeu ainda o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e apelou à prática de um "verdadeiro multilateralismo".
