Vastas áreas da região de Maputo estão submersas há semanas e milhares de pessoas estão deslocadas de suas casas ou impossibilitadas de aceder a bens básicos para o seu dia a dia como alimentos e água potável.
Isto, quando as autoridades moçambicanas já registram mais de uma centena de mortos em todo o país desde que começou a estação das chuvas nesta região do continente africano, no mês de Outubro.
Só em Maputo há 40 mil pessoas que foram afectadas severamente e há centenas de quilómetros de estradas destruídas ou severamente danificadas, bem como outras infra-estruturas públicas, incluindo escolas.
O UNICEF, a agência da ONU para as crianças, veio já alertar para uma situação de emergência e com tendência +para agravar os riscos, especialmente neste mês de Janeiro, com crescente intensidade da pluviosidade.
Guy Tylor, porta-voz do UNICEF em Moçambique, alertou para a destruição de escolas, centros de saúde e caminhos secundários e mesmos estradas importantes, além de que a comida e a água potável são já bens escassos para milhares de pessoas.
Isto, quando a meteorologia aponta para uma situação de crescente instabilidade e de mais algumas semanas de chuvas que podem ser intensas, levando as autoridades a declarar o estado de emergência de novel vermelho, o mais grave da escala.

