A associação criminosa, com ramificações fora do território nacional, trouxe para o País mulheres de nacionalidades vietnamita e chinesa, bem como cidadãs marroquinas e do Camboja, segundo o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa da direcção geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Manuel Halaiwa.

Todas estas mulheres passaram por um recrutamento internacional efectuado pela rede organizada, que se dedica à exploração sexual, gerenciada por cidadãos chineses. No território nacional têm auxílio de angolanos.

As vítimas, explica o SIC, foram durante meses mantidas em cativeiro num hotel, no município de Viana, em Luanda, onde eram obrigadas a prostituir-se, em troca de dinheiro, e o sonho de um trabalho digno em Angola tornou-se num filme de terror sexual.

O SIC efectuou uma operação que culminou com o resgate de 20 estrangeiras naquele espaço, que estão a ser acompanhadas pelas autoridades, bem como com a detenção de um chinês proprietário do hotel e de um angolano, gestor e promotor de actividades nocturnas.

Estes homens vão responder pelos crimes de associação criminosa, lenocínio, tráfico de seres humanos, tráfico e exploração sexual organizada, agressão ambiental e contrabando.

Em posse dos homens foram apreendidos mais de 12 milhões de kwanzas, diversos materiais eróticos, substância tóxicas, dois quilogramas de escamas de pangolim e quatro chifres de antílopes africanos.