Aos jornalistas, Higino Carneiro contou que o processo da recolha das subscrições não foi fácil, uma vez que as equipas envolvidas "foram alvo de perseguição em algumas províncias".

"O processo não foi fácil. Numa primeira fase apresentámos mais de 10 mil subscrições e estas não foram aceites, porque o modelo das fichas de subscrição de assinaturas apresentadas não correspondia ao padrão oficial definido. As equipas voltaram novamente a recolher e terminámos o processo com sucesso", disse.

O pré-candidato espera que a subcomissão de candidaturas aprecie as subscrições e "faça um trabalho com transparência, isenção e rigor".

"Tivemos muito apoio na recepção das subscrições nas províncias de Luanda, Huambo, Benguela, Bié, Kuanza Sul, Zaire e Uíge", declarou, agradecendo "a coragem" dos militantes destas províncias.

Questionado sobre o recurso apresentado à comissão nacional preparatória, alegando desigualdade de tratamento na corrida à liderança, respondeu que estas questões sãio do foro interno e não podem ser trazidas a público.

Higino Carneiro mostrou-se surpreendido com a presença massiva da imprensa (mais de 40 jornalistas), que foram à sede do partido para testemunhar a formalização da sua candidatura.

Questionado se tem apoio de alguns membros da direcção do MPLA, o pré-candado disse existirem pessoas anónimas que continuam a manifestar esse desejo.

Relativamente ao seu relacionamento com João Lourenço, na qualidade de Presidente da República, Higino Carneiro disse que está na sede do MPLA para formalizar a sua candidatura e que o seu líder é João Lourenço.

O pré-candidato não entrou em detalhes sobre a sua notificação de uma acusação do Ministério Público por peculato e branqueamento de capitais.