Segundo Adalberto Costa Júnior, esquecida a cultura do cacau na região de Maiombe (com destaque para os municípios de Buco-Zau e Belize) deveria transformar-se numa das principais apostas do Governo angolano, para diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.
"Cabinda, esta terra abençoada por Deus, tem uma riqueza secular que o actual regime do MPLA insistiu em ignorar", escreveu o político na sua página oficial, lembrando que, em 1903, a província já exportava cacau para o mundo.
"No final do período colonial, a província exportava cerca de 750 toneladas anualmente. Buco-Zau era um dos maiores centros de produção, e a própria vila foi construída com as receitas do cacau, do café e do palmar", acrescentou, salientando que hoje, o actual Executivo só se preocupa com petróleo e madeira.
A UNITA aconselha o Executivo a recuperar as zonas históricas do Maiombe, Buco-Zau, Belize e Tando-Zinze, distribuir mudas de qualidade, reforçar a assistência técnica e organizar os produtores em cooperativas.
Recomenda ainda ao Executivo que desenvolva linhas de financiamento com juros bonificados e prazos adequados ao ciclo agrícola, mobilizando o Estado, a banca, o sector privado e investidores nacionais e estrangeiros.
"É preciso criar oportunidades para que agricultores e cooperativas evoluam para empresas de produção, transporte, armazenamento, transformação e comercialização", sugeriu, salientando que o negócio do cacau pode gerar património, empresas rentáveis e empresários com capacidade para investir noutras actividades.
Para o líder da UNITA, o petróleo é importante, mas os recursos naturais não são eternos.
"O cacau, quando cultivado de forma sustentável, pode alimentar uma cadeia económica duradoura, articulando agricultura, indústria, ciência, tecnologia e comércio internacional. A natureza foi generosa com Cabinda", concluiu.
