Desde que em Julho deste ano os sauditas, aliados do Governo deposto do Iémen, reataram os ataques sobre Saná, a capital do Iémem, controlada há uma década pela Ansar Allah (Houthis), próximos do Irão, a resposta tem recaído sobre a sua infra-estrutura energética.

E sendo a Arábia Saudita o maior exportador de crude do mundo, os ataques dos Houthis concentrados nos seus oleodutos e refinarias, estão a levar o pânico para os gráficos dos mercados petrolíferos, elevando os preços do barril para valores recorde.

Assim, esta sexta-feira, 23, fecha uma semana de ganhos históricos, apenas comparados a Maio deste ano, em resultado da guerra iniciada pela coligação israelo-americana contra o Irão a 28 de Fevereiro.

E foi assim que, perto das 09:00, hora de Luanda, o barril de Breent, a principal referência para as ramas exportadas por Angola, bateu nos 114,12 USD, a escassos 30 cêntimos do máximo de quatro anos atingido nesse dia 04 de Maio, que, depois, é preciso recuar vários anos para ver cenário semelhante.

No entanto, é já claro que este momento compara sem temor com as quatro grandes "montanhas-russas" vividas nos mercados energéticos desde o início do século, concretamente a crise financeira mundial, em 2008, a "primavera árabe", em 2011, e a invasão russa da Ucrânia, em 2022.

Porém, este cenário, que é dramático para a economia mundial quanto baste, pode ser relegado para a segunda divisão das crises mundiais se se vier, como a generalidade dos analistas mais competentes apontam, se vier a verificar como correcto o cenário do regresso dos ataques norte-americanos/israelitas ao Irão. (ver links em baixo).