"O PRA-JA Servir Angola é um partido que se apresenta como uma alternativa com um forte compromisso social e democrático, buscando um papel central na governação do país", disse aos jornalistas, terça-feira, Xavier Jaime, frisando que o seu partido está a promover uma agenda inclusiva para a resolução dos problemas que o País atravessa.
Xavier Jaime, que falava no encerramento de um seminário que preparou quadros, tendo em vista as eleições de 2027, acrescentou que o PRA-JA Servir Angola está a traçar estratégias eleitorais para que a organização venha a ocupar um espaço significativo no cenário político de Angola.
"A formação é um projecto que vamos implementar quase todos os anos, porque o PRA-JÁ naturalmente vai crescer, vai consolidar as suas estruturas, pois tem uma massa juvenil enorme como pode ser constatado aqui, e naturalmente o processo da formação dessa juventude do ponto de vista político, técnico e também ideológico é essencial", afirmou.
De acordo com o político, neste momento o PRA-JÁ está a dedicar-se ao contacto directo com os cidadãos através de programas como o "7x7", para entender as suas preocupações e frustrações, buscando uma postura conciliadora e inclusiva.
"O partido busca ser um parceiro no diálogo democrático, valorizando a pluralidade política e buscando inclusão no espaço político angolano, com uma abordagem que promove a estabilidade e a coabitação saudável", acrescentou.
Refira-se que o Tribunal Constitucional (TC) admitiu o PRA-JA Servir Angola como partido político em 07 de Outubro de 2024.
Esta legalização ocorreu após uma primeira tentativa em 2020, depois de o partido ter submetido novos documentos e um número suficiente de assinaturas (mais de 7.500 exigidas).
A legalização foi vista como um sinal de "bom funcionamento" das instituições democráticas, apesar de alguns analistas questionarem a demora do processo.

