A promotora do movimento "filantrópico", Indira Soares (na foto), explicou que a iniciativa surge da escassez de informação e diagnóstico, bem como apoio estruturado. Por isso, "Para colmatar estas necessidades, propõe-se ir além da resposta técnica, para construir uma ponte real entre quem ensina e quem cuida, entre a escola e a família, e da família para a escola", disse.
Indira Soares avançou que a Care Connect+ irá construir, ainda em 2026, uma clínica para atender as crianças de famílias desfavorecidas com diagnóstico de TEA, de forma gratuita. "Estamos a fazer parcerias com muitas empresas, que com as áreas sociais, têm apoiado o projecto. A ideia é também essas empresas pagarem as formações dos cuidadores", sublinhou.
Mais do que um projecto, Indira Soares esclareceu que a "Care Connect+" é um movimento de transformação social que nasce da experiência vivida, por elas, e da necessidade urgente de criar respostas concretas para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e as suas famílias.
"O seu principal foco é capacitar professores do ensino regular e apoiar famílias, promovendo conhecimento, inclusão e dignidade no quotidiano", sublinhou Indira Sores acrescentando que o primeiro eixo do movimento arranca em Maio, com um programa de formação certificada para professores do ensino primário, com aplicação prática em sala de aula.
As formações, segundo a co-fundadora do projecto Lígia Fraga, para os professores começam a ser ministradas no mês de Maio com a carga horária de 100 horas e nove módulos certificados. "Por ano, pensamos em formar 500 educadores", acentuou.
Na altura que percebeu que o filho era autista, Lígia Fraga contou que foi difícil aceitar a situação, por isso, deslocaram-se para Portugal á procura de apoio profissional e técnico especializado.
"Há ainda algum desconhecimento da doença e sem diagnóstico é complicado começarmos o tratamento", reconheceu Lígia Fraga.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, lê-se na nota, uma em cada 127 pessoa encontra-se com o espectro do autismo, reforçando a necessidade de respostas estruturadas, especialmente ao nível da educação.
