Além dos "óbitos" de Kifula, na sede comunal foram três e igual número na Kissacala, com a tragédia a alargar-se socialmente nesta comunidade porque quase todos deixaram filhos e mulheres.
Face a este cenário trágico, a administradora comunal, Isabel Marcelino, em declarações ao Novo Jornal, avançou que o Governo Provincial e a Polícia Nacional no Bengo estão a trabalhar para que não ocorram novamente mortes na região e medias nesse sentido serão anunciadas em breve.
Após o desabamento de terra durante a exploração ilegal de ouro na mina da comuna de Canacassala (ver links em baix0), no município de Nambuangongo, situação que provocou 29 mortes, exigia-se que as autoridades locais avançassem com medidas preventivas.
E foi isso que Isabel Marcelino garantiu ao Novo Jornal que está a suceder anunciando que o Governo Provincial e a Polícia Nacional no Bengo estão a trabalhar para que este tipo de tragédias "não voltem a acontecer".
"Ainda esta segunda-feira,25, enviei uma equipa para a mina e, graças a Deus, a Polícia já estava lá. Já não entra ninguém", disse.
A administradora comunal refere que alguns sobreviventes da tragédia também são da comuna de Canacassala e refuta informações segundo as quais o número de mortes pode ser superior ao que tem sido divulgado oficialmente.
"Tivemos alguns sobreviventes. Estiveram no nosso Centro de Saúde onde, na verdade, houve melhoria. Foram 10. Ficaram 24 horas em observação e, depois, a maioria recebeu alta", explicou.
Isabel Marcelino acrescenta que quatro destes feridos foram transferidos para o Hospital Provincial do Bengo e estão em estado de recuperação, sublinhando que "não há registo de pessoas desaparecidas na mina".
Alguns elementos das famílias enlutadas nas aldeias de Kifula, Kissacala e Canacassala disseram ao NJ que o Governo do Bengo está a prestar apoio durante a realização dos óbitos.
Alguns funerais estão a ser realizados esta terça-feira, 26, e outros acontecem quarta-feira. Outras datas deverão ser definidas para o sepultamento dos cadáveres, apurou o NJ.
