Após recolherem os peixes, que são atordoados ou mortos pela explosão, os pescadores colocavam-nos à venda nos mercados informais.
Os pescadores confessaram não ser a primeira vez que usam explosivos para a captura do peixe no mar e dizem não saberem nada do fabricador dos engenhos explosivos caseiros, que segundo a Polícia, são mais potentes que uma granada de mão.
Ao Novo Jornal, os acusados contaram que a explodiam no mar e depois mergulhavam para recolher o peixe, já morto ou atordoado.
O subcomissário Mateus Rodrigues, porta-voz da Polícia Nacional, contou que esta prática prejudica muito o ambiente marinho e assegurou que os mesmos vão a julgamento sumário.
A Polícia acredita que os pescadores agora detidos sejam pessoas com experiência no manuseio de engenhos explosivos em função de alguns apresentarem lesões físicas supostamente resultantes de explosões.
A Polícia Nacional certifica que estes engenhos explosivos caseiros são feitos de partes retiradas de munições militares.
O Novo Jornal apurou junto da Polícia Nacional que, no acto da detenção dos pescadores no mar, outro elemento do grupo atirou-se ao mar com uma granada caseira e está em parte inserta até agora.
Mateus Rodrigues disse ao Novo Jornal que essa prática era no passado recorrente, nas zonas ribeirinhas, mas com a acção da polícia a mesma já tinha deixado de existir.
A detenção foi possível mediante denúncias na tarde desta quarta-feira, quando a Polícia Fiscal Aduaneira Marítima, do Museu da Escravatura, os deteve no mar.
Os acusados contaram que têm adquirido os engenhos na praia do Ramiro, no município de Belas, dos quais fazem o uso há dois meses.
